Nalanda Aracaju

Porque deveríamos meditar

por Godwin Samararatne:Godwin

Estou muito feliz por ver alguns rostos conhecidos, alguns velhos amigos e também muito feliz por ver pessoas novas. Então, o que proponho a fazer agora é conversarmos sobre porque deveríamos meditar e depois disso podemos ter uma discussão. Após essa discussão, poderemos meditar por algum tempo e então encerraremos a sessão com cânticos. Cânticos em pali e cânticos em chinês. Então a questão é: por que deveríamos meditar? Qual a importância da meditação? Por que isso é tão enfatizado nos ensinamentos do Buddha? Assim, essas são algumas das perguntas que explorarei em minha palestra.

A palavra meditação vem da palavra pali ‘Bhavana’ que significa cultivar a mente, desenvolver a mente, cultura mental. Então a ênfase toda está na mente. Quando leem um texto buddhista, vocês ficam tão impressionados com a profunda e vasta declaração do Buddha sobre a mente humana. É impressionante que ele tenha feito esta afirmação há 2600 anos. Na verdade, psicólogos modernos, psicoterapeutas, também ficam profundamente inspirados pela declaração do Buddha sobre a mente humana.

Meditação: Conhecendo a Mente, Moldando a Mente, Libertando a Mente

A ideia de meditação foi expressa por um escritor nestes termos: conhecer a mente, moldar a mente, libertar a mente. Gosto de repetir as palavras: Meditação é conhecer a mente, moldar a mente, libertar a mente. Conhecer a mente é compreender como a mente trabalha. Se não conhecermos nossa mente, realmente seremos como máquinas. Por isso é extremamente importante conhecer, compreender, como a nossa mente trabalha, e quando conhecermos a nossa mente poderemos então moldá-la. Moldar a mente é desenvolver o domínio sobre a nossa mente, e se nós não desenvolvermos o domínio sobre a mente o que acontecerá é que nos tornaremos escravos de nossa própria mente. E quando nos tornamos escravos da nossa mente, pensamentos e emoções nos controlam, e isso resulta em mais e mais sofrimento. Portanto, é muito importante aprender a moldar a mente, e quando aprenderem a moldar a mente poderão alcançar uma mente que é livre. Então, a importância da meditação é aprender a alcançar uma mente que é livre, uma mente que é feliz, uma mente que é tranquila, uma mente que tem boa vontade.

Obtendo uma mente completamente saudável

São interessantes as coisas que fazemos para manter nosso corpo saudável. Alimentamo-nos, cuidamos da higiene, quando o corpo adoece procuramos um médico e tomamos remédios. Fazemos muitas coisas para manter o corpo saudável. Uma pergunta interessante é o que fazemos para manter nossa mente saudável. Vocês já pararam para pensar nessa importante questão? Nós temos de ter clareza sobre o que torna a nossa mente doente, o que não a deixa saudável. Quais são os sintomas das doenças humanas da mente? Então, meditação é aprender com elas e obter uma mente completamente saudável. Em algumas áreas em que a mente se torna doente, podemos considerar algumas emoções como contribuintes para a falta de saúde da mente humana. Gosto de mencionar algumas dessas emoções e tenho certeza que todos aqui podem se identificar com elas. Ansiedade, estresse, medo, insegurança, tristeza. Posso fazer uma longa lista que acredito, como disse, todos podemos nos identificar. Algumas vezes não percebemos que elas fazem nossa mente ficar doente. Se não sabemos que elas podem criar nossa doença, podemos continuar doentes e sem um meio para encontrar uma cura. Em uma de minhas palestras vou falar sobre emoções e vou mostrar a vocês como a meditação nos ajuda a trabalhar com as emoções. Quando eu falar sobre emoções, vou estar interessado em ouvir de vocês quais são as emoções que realmente incomodam nesse país. Então apresentarei alguns modos práticos de trabalhar com essas emoções desagradáveis e encontrar um meio de ficar livre delas.

O Gosto e a Expêriencia do Buddhismo

Outro aspecto muito importante da meditação, é que a meditação nos ajuda a experimentar as coisas que possam surgir. Há alguns que sabem muito bem o que o Buddha ensinou, por isso são muito bem informados sobre o Buddhismo, mas eles não experimentaram nada do Buddhismo porque não meditam. Eles são como pessoas que sabem sobre refeições, mas quase não provam a comida das refeições. Então meditação nos ajuda a provar isso, e quando vocês tiverem experimentado conseguirão uma espécie de gosto pela liberdade da mente. E quando saborearem isso, vocês realmente verão, por si mesmos, como podemos nos libertar.

Tornar-se Completamente Autoconfiante

Relacionado com isto há outro aspecto: é que a meditação ajuda a nos tornarmos completamente autoconfiantes. Quanto meditamos percebemos que temos que ser responsáveis pelo que ocorre na nossa mente. Algumas vezes defino meditação, pelas minhas próprias palavras, como sendo o medicamento para a doença que criamos em nós próprios. Assim, tal como criamos a doença em nós próprios, também temos que encontrar o medicamento. Quanto você está doente, e se quiser se curar, você não diz aos outros para tomarem o medicamento. O Buddha explicitou este aspecto de forma veemente: para ser autoconfiante, para confiar no nosso esforço próprio. O Buddha disse: o esforço próprio é o melhor esforço. E quando desenvolvemos auto esforço quando nos tornamos autoconfiantes, então o que ocorre é que aprendemos a ser completamente autoconfiantes sobre nós próprios. Quando temos esta autoconfiança e quando vemos por nós próprios que o medicamento está a ajudar, então isso leva a mais confiança no medicamento e ajuda-nos a desenvolver a fé, isto é, confiança na pessoa que desenvolveu o medicamento.

Até agora nesta palestra tenho falado de alguns benefícios, de alguns aspectos da meditação. E tenho tentado falar sobre a importância da meditação. Tenho tentado responder à questão: porque devemos meditar. Agora gostaria de fazer uma pausa e se houver perguntas sobre aquilo que tenho falado sobre meditação, podemos discuti-las. Por favor, coloquem questões. Quando ensino meditação às crianças, às vezes digo-lhes que a meditação é fazer perguntas e descobrir as respostas por nós próprios. Fazer perguntas como: “Por que ficamos com raiva? Como se gera o estresse?”. Assim, levantando tais questões e descobrindo uma resposta, a meditação pode ser vista como tentativa e erro, por isso, gostaria que vocês fizessem perguntas e que tentássemos encontrar nós próprios as respostas.

Perguntas & Respostas

Participante: Durante a meditação e depois de meditarmos, tenho vontade de dormir. Quando adormeço, sinto algumas vibrações na cabeça, quase como se alguém me tivesse batido na cabeça, mas sem me atingir. O que se passa? Por que razão acontece?

Godwin: Quando meditamos, inúmeras coisas acontecem na nossa mente e no nosso corpo, por vezes muito, muito invulgares e estranhas. Por isso, o que é importante, o que estamos a aprender com a meditação é: seja o que estiver a acontecer na nossa mente e no nosso corpo, devemos apenas tomar consciência de que está a acontecer. E também aprender a aceitá-lo, aprendendo a não reagir a isso. Existem estágios diferentes na meditação, por isso vocês poderão estar a experienciar determinados estágios. Por vezes, encontrar uma razão poderá não ser necessariamente útil; será preferível, como digo frequentemente, aprender a olhar com carinho para o que acontece e encará-lo como experiências de aprendizagem, não o vendo, por isso, como problemas e dificuldades. Por isso o que gosto de sugerir é que, aconteça o que acontecer quando estamos a meditar, mesmo se por vezes for uma experiência desagradável, limitem-se a tomar consciência disso, de que é apenas uma sensação e apenas a aceitá-la, fazer amizade com ela e de seguida ela passará. Por isso gostaria que prosseguissem e talvez no domingo, com a programação diária, possamos ver se isso acontece ou não.

Participante: Acho a sua colocação sobre como as crianças meditam muito interessante. Quero aprender algo mais sobre o ensinar meditação para crianças. Em primeiro lugar, eu pergunto: como é que as crianças aceitam o conceito de meditação e como elas praticam meditação? E a segunda pergunta é: você acaba de mencionar que a maneira de aprender a meditar é aprender a fazer perguntas e respondê-las, quando nos fazemos perguntas, o que estamos fazendo então?

Godwin: Então, a primeira pergunta é sobre o ensino de meditação para crianças. É muito interessante que tentar ensinar meditação para crianças me permitiu aprender com elas, porque elas têm mentes realmente simples e descomplicadas. É interessante para mim ver a diferença entre tentar ensinar meditação para crianças e para adultos. De certo modo, a meditação pode ser abordada como o desenvolvimento de uma mente-de-criança e do aprender a ver as coisas como se pela primeira vez, aprender a ser curioso sobre as coisas e ser muito honesto e verdadeiro sobre si mesmo. Assim, eu realmente gosto de estar com crianças e de tentar ensinar a elas a meditação. Então, respondendo à sua pergunta, eu nunca lhes digo que é meditação. Pergunto-lhes: agora gostariam de brincar com a nossa respiração? Como você sabe, crianças adoram brincar, então eu sugiro que brinquemos com a nossa respiração. Eu lhes digo: agora, por favor, vejam isso como um jogo legal. O jogo é: você pode se manter consciente da sua respiração a cada momento? E às vezes eu digo a elas para brincar de esconde-esconde. Às vezes você está com a respiração e às vezes você não está com a respiração. Aí, brincamos por 10 a 15 minutos e vemos o que acontece. E é tão inspirador para mim ver como elas se sentam completamente imóveis durante aqueles 10 ou 15 minutos, como parecem estar gostando, muito felizes e com rostos sorridentes e amigáveis. Quando vejo adultos meditando, vejo expressões diferentes em seus rostos. E o que me inspira ainda mais é quando eu lhes pergunto: você tem alguma dúvida, você tem algum problema, você tem alguma dificuldade, na maioria das vezes elas dizem que não. É algo interessante descobrir o que temos feito à nossa mente. É uma questão muito séria que devemos explorar. Na verdade, isto está verdadeiramente conectado com a meditação, relacionado com a meditação. Bom, esta foi a primeira pergunta e a segunda foi sobre o que mesmo?

[Depois de fazermos perguntas a nós mesmos, o que fazemos?] Boa pergunta. Veja o caso de Siddhattha que se tornou o Buddha. Você conhece a pergunta que veio à sua mente? Perguntas muito simples: Por que as pessoas morrem? Por que as pessoas envelhecem? Por que as pessoas adoecem? Por que as pessoas se tornam monges e monjas? Então, achando uma resposta para estas questões simples que ele havia se perguntado, ele acabou se tornando o Buddha. Eu darei outro exemplo. Newton, o cientista. Vocês sabem qual foi a pergunta que permitiu que ele descobrisse a profunda teoria científica? Por que as maçãs caem? Uma pergunta simples, mas terminou na elaboração de uma descoberta científica muito profunda e importante. Alguém disse que um gênio é aquele que tem continuamente a curiosidade de uma criança, e todos nós temos esta bela capacidade quando crianças, mas quando adultos perdemos este aspecto questionador. Então, em relação à meditação, fazer perguntas como: Por que eu fico com raiva? Quando vocês fazem esta pergunta e quando vocês tentam achar uma resposta, qual é a resposta que descobrem? Eu gostaria de ouvir de vocês a resposta.

Participante: Meu amigo me deixa com raiva.

Godwin: É sempre a outra pessoa. Então o ponto é que meu amigo não está se comportando da maneira que eu quero que ele se comporte. Assim vocês vêm, a partir de uma simples pergunta, vocês descobrem que o problema não é com o meu amigo, mas comigo, por ter uma expectativa de como o meu amigo deveria ser. Como eu disse anteriormente sobre a meditação, vocês aprendem a assumir a responsabilidade pela raiva que sentem, e param de culpar os outros e começam a assumir a responsabilidade. E é assim que uma mudança, uma transformação pode ocorrer em nós mesmos a partir da única pergunta: por que eu fico com raiva? Estou feliz que vocês façam perguntas e espero que haja mais perguntas.

Participante: Estou calmo agora, mas quando meus filhos tiram notas baixas na escola eu fico com raiva, embora eu os ame.

Godwin: Eu gosto dessas perguntas práticas. Penso que todos os pais podem se identificar com essa pergunta. Eu sei que certamente isso também ocorre no Sri Lanka. Então como a meditação ajuda em tal situação? Uma coisa que você disse é que agora você está calmo, então um ponto a ser lembrado é que nós não deveríamos ter a expectativa de estar sempre calmos. Podemos aprender com uma mente que está calma. Podemos também aprender com uma mente que não está calma. Se você espera estar sempre calmo, como aconteceu no seu caso, quando você não está calmo, você sofre. Você fica com raiva de si mesmo. Você está desapontado com consigo. Você se dá uma nota baixa. Então eu sugeriria que na situação em que você descreveu, quando você ficar com raiva, apenas saiba que você está com raiva. E amanhã eu falarei sobre a importância da prática da conscientização e da vigilância – um aspecto muito importante da meditação. Então a primeira sugestão que tenho a lhe oferecer é que você apenas se conscientize da raiva, porque se você está consciente da raiva e apenas fica com a raiva, você provavelmente não será capaz de expressar a raiva de forma violenta. Então apenas se conscientizar da raiva e não expressá-la nos permite desenvolver algum tipo de controle, domínio sobre nossa raiva, então esse é o primeiro ponto. A segunda sugestão é, ao ficar com isso depois de algum tempo, você pode se recuperar da raiva. E quando você se recuperar da raiva você faz a seguinte pergunta: por que eu fiquei com raiva do meu filho? Eu o amo tanto, e aqui estou ficando com raiva, talvez eu o esteja deixando com raiva. Então quando você explorar essa pergunta, você percebe, de certa forma, que o problema é que você tem uma expectativa de como seu filho deveria ser na sala de aula. Essas são expectativas razoáveis dos pais, mas descobrir o quanto essas expectativas são realistas é outra questão. Até que ponto meu filho é capaz de atender às minhas expectativas? Não deveria perguntar ao meu filho porque ele não está indo bem na escola? Isso é algo muito, muito importante porque com mais e mais meditação, nós aprendemos a tentar entender o comportamento de outras pessoas e tentar ver as coisas das suas perspectivas, ao invés de projetar nossas expectativas nos outros. Então se você pode falar com seu filho de forma gentil, amigável e compreensível: meu querido filho, quais são suas dificuldades na escola? Isso é algo muito importante que o Buddha enfatizou, ter uma amizade espiritual com todos aqueles com quem você tem de se relacionar. É muito importante para os pais terem esse tipo de relacionamento amistoso com seus filhos para que os filhos possam estar numa posição de dialogar com os pais honestamente, amigavelmente, sobre as dificuldades que possuam. Acho isso extremamente importante. Sei que no Sri Lanka algumas crianças estão completamente sozinhas, não há ninguém a quem elas possam recorrer, pois elas têm medo de falar honestamente com seus pais, têm medo de falar sobre suas dificuldades com os professores, então elas estão completamente perdidas e é muito triste quando as crianças não têm em quem confiar quando elas estão em situações difíceis. Então eu gosto de enfatizar e apontar que é muito importante nessa situação estabelecer uma conexão com a criança e então tentar entender o que ela está passando e isso seria algo bastante proveitoso, significativo, ao contrário de ficar com raiva. Penso que há tempo para mais uma pergunta.

Participante: Temos pensamentos, desejos e sofrimento. É verdade que com a meditação se pode deixar de ter esses pensamentos, desejos e sofrimento?

Godwin: Não é assim tão fácil. É interessante que você mencionou os pensamentos. Eu sinto que é a área mais importante na mente humana, pois desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir, o que acontece? Há pensamentos passando continuamente pela nossa mente. Acho que todos aqui conseguem se identificar com isto. Aqui, quando estou falando, vocês têm seus próprios pensamentos passando pela mente. Costumo colocar esta questão: sobre o quê pensa você de manhã à noite? Alguém pode sugerir uma resposta? O que estamos pensando de manhã à noite, sem nunca parar. Então vocês percebem a importância de fazer perguntas simples. Sobre o quê pensamos?

Participante: Na maior parte do tempo, pensamos sobre nós mesmos, o “eu” e o “meu”, todo tempo.

Godwin: Absolutamente correto, mesmo quando estamos pensando nos outros, eles sempre estão relacionados a você. Isto não é interessante? E a próxima pergunta é em relação a nós mesmos e os outros, o que fazemos com os nossos pensamentos? O que fazemos é julgar. E a maneira simples como descrevo isso é que damos pontos positivos e pontos negativos. Quando vocês se lembram de algo bom que fizeram, vocês se sentem felizes, e dão um ponto positivo, um grande mais. Quando nos lembramos de algumas coisas erradas que fizemos, algum erro que cometemos, algumas coisas ruins que fizemos, damos um grande menos. E fazemos o mesmo com relação aos outros. Às coisas ruins, erradas que outros fizeram, nós os damos pontos negativos. Boas coisas que outros fizeram, atribuímos pontos positivos. Então não é interessante que da manhã até a noite, nós nos tornamos professores dando notas positivas e negativas? Eu conheço algumas pessoas que vivem num inferno que elas criaram e, neste inferno, existem apenas pontos negativos. Elas pensam somente sobre seus erros, suas deficiências. E em relação aos outros, nós temos pensamentos similares, então, desta forma, podemos criar um inferno e podemos realmente sentir tristeza e viver em depressão, então é assim que criamos nosso próprio sofrimento com nossos pensamentos. E você percebe que há uma conexão entre pensamentos e emoções. Uma pergunta interessante a ser explorada é: o que vem primeiro, o pensamento ou a emoção? Vocês já descobriram a resposta? O que vem primeiro, o pensamento ou a emoção? Vocês percebem a importância da meditação? Sendo assim, eu discutirei essas coisas enquanto avançamos.

Voltando à questão do que podemos fazer é sobre isso que falarei amanhã – a importância da conscientização. Com conscientização, apenas observar os pensamentos que estão passando por nossa mente e apenas perceber como estamos usando pensamentos destrutivamente criando sofrimento para nós e sofrimento para os outros. Também podemos usar pensamentos criativamente. Falarei sobre isso mais adiante. E a pergunta que vocês fizeram sobre desejos, lá novamente vemos uma relação, conexão entre pensamentos e desejos. Como eu disse, esta é a importância da meditação. Por isso o Buddha deu tantas declarações importantes, muito muito profundas, sobre como a mente funciona. E através desse entendimento do uso da conscientização, vocês percebem como nós criamos nosso próprio sofrimento, nossos próprios problemas. Através dessa percepção nos libertamos do sofrimento e dos problemas, isso que é a meditação. Então iremos discutir essas questões importantes enquanto avançamos nos próximos dias

De qualquer maneira, estou muito contente de ouvir suas boas perguntas, agora eu sugiro que façam um pequeno intervalo. Assim, podem sair e voltar quando tocarmos o sino, e então poderemos meditar. Sugiro, por favor, que façam um esforço para estar em silêncio e, também, por favor, façam um esforço para estarem bem atentos. Apenas caminhem lentamente e saibam o que está acontecendo quando estiverem caminhando. E como conversamos sobre os pensamentos, apenas para saberem que pensamentos estão tendo em suas mentes, apenas estejam alerta, estejam atentos. Assim durante os próximos 5 minutos, por favor, permitam-se aprender a somente observar, apenas, apenas descobrir o que está acontecendo com sua mente e seu corpo, momento a momento, e quando ouvirem o gongo voltem devagar e em silêncio. Muito obrigado.

[intervalo] – [meditação guiada] – [Recitação]

Muito obrigado pela bela recitação. Então, a palestra de amanhã será sobre a prática da vigilância e, após a palestra, distribuiremos um livro sobre um texto baseado na prática da vigilância. Por isso, gostaria de sugerir que durante o dia de amanhã, por favor, façam um esforço para saber o que está acontecendo em suas mentes e em seus corpos a cada momento, tanto quanto possível. Basta tomar consciência dos pensamentos que tiverem durante o dia de amanhã. E, por favor, observem como atribuímos prós e contras a nós mesmos e aos outros e observem a conexão entre pensamentos e emoções. Gostaria, também, de sugerir que façam um esforço para serem amigáveis, delicados, gentis, em relação à nossa mente e corpo. Se praticarem essas coisas, o que vou apresentar amanhã fará sentido de acordo com suas próprias experiências. Então, mais uma vez, gostaria de agradecer-lhes por fazerem perguntas e também por acatarem minhas sugestões. Portanto, estou esperando ansiosamente para encontrá-los amanhã também. E que todos estejam bem, que todos sejam felizes, que todos estejam em paz e que possam aprender a ser livres do sofrimento e, quando forem dormir, possam dormir em paz e acordar em paz.

Traduzido pelo Grupo de Tradução do Centro Nalanda
em acordo com The Association of Spiritual Friends of Godwin
Para Distribuição Gratuita
© Ms. Jeanne Mynett
© 2011 Edições Nalanda


Nota: “O Caminho Gentil da Meditação” é a transcrição de palestras realizadas por um mestre laico de meditação muito famoso no Sri Lanka, Mr. Godwin Samararatne.


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