Entendimento Interreligioso por Santikaro
Nov 26th
Tradução: Rafael Melo
Ediçõe Nalanda, 2010
Ajahn Buddhadasa foi uma das pessoas mais influentes no Buddhismo Thailandês do último século. Seu caráter progressivo e reformista, bem como seus profundos e avançados ensinamentos sobre o Dhamma, tiveram um impacto duradouro no Buddhismo Theravada. O ano de 2006 marcou o centenário de seu aniversário. Este é o segundo de uma série de artigos do “Turning Wheel” em sua homenagem.
Uma das mais notáveis influências foi sua amizade e interesse por outras religiões e seus esforços pela cooperação e entendimento interreligiosos. Por muitas décadas ele foi a principal voz buddhista na Thailândia a falar sobre o entendimento mútuo e a cooperação entre as religiões. Quase no fim de sua vida, um monge católico norte- americano que estava de visita para uma conferência em Bangkok, foi trazido até Suan Mokkh por um dos monges católicos thailandeses — cristãos visitando a Thailândia que queriam conhecer um buddhista reconhecido, eram geralmente levados à presença de Ajahn Buddhadasa.
Quando o Bispo Manat trouxe este católico norte-americano para a visita, eu era o monge estrangeiro residente em Suan Mokkh e responsável por receber os visitantes. Eu fiquei tocado por quão orgulhoso de Ajahn Buddhadasa o Bispo estava. Pensei que isto era muito encorajador, dado que em nosso mundo a religião é por vezes usada para separar e criar conflitos. E aqui estava um bispo católico expressando seu orgulho em ‘nosso’ monge buddhista, alguém que ele certamente tomava como a figura religiosa importante em nosso país. E ele não era o único bispo católico thailandês que cultivava este respeito por Ajahn Buddhadasa, o que nos revela um pouco da compreensão e receptividade da cultura thailandesa. More >
A obra do Buddha
Aug 5th
Texto extraído do site: http://noqueosbuddhistasacreditam.wordpress.com/
O Buddha nasceu para dissipar a escuridão da ignorância e mostrar ao mundo como ser livre do sofrimento.
O Buddha foi a corporificação de todas as virtudes que pregou. Durante seu bem sucedido e repleto ministério de 45 anos, Ele traduziu todas as suas palavras em ações. Em nenhum momento jamais mostrou qualquer fragilidade humana ou qualquer paixão baixa. O código moral do Buddha é o mais perfeito que o mundo já conheceu.
Por mais de 25 séculos, milhões de pessoas encontraram inspiração e consolo em Seu Ensinamento. Sua grandeza ainda brilha hoje como um sol que suplanta o brilho de luzes menores. Seus Ensinamentos ainda indicam ao cansado peregrino a segurança e a paz do Nibbana. Nenhuma outra pessoa sacrificou tanto de seu conforto mundano em favor da humanidade sofrente.
O Buddha esteve dentre os primeiros líderes religiosos na história da humanidade que advertiu contra o sacrifício animal por qualquer razão que fosse e que apelou às pessoas para não prejudicarem qualquer criatura viva.
Para o Buddha, a religião não era um acordo contratual entre uma divindade e o homem, mas uma via para a Iluminação. Ele não desejava seguidores com uma fé cega; Ele queria seguidores que pudessem pensar livre e sabiamente, trabalhando para sua própria salvação.
Toda a raça humana foi abençoada com Sua presença. Nunca houve uma ocasião em que o Buddha tivesse expressado qualquer animosidade contra uma pessoa sequer. Nem mesmo aos Seus oponentes e piores inimigos, o Buddha expressou qualquer animosidade. Existiram algumas mentes preconceituosas que se voltaram contra o Buddha e tentaram matá-Lo; ainda assim, o Buddha nunca os tratou como inimigos. O Buddha disse certa vez: “Como um elefante no campo de batalha aguenta as flechas que são atiradas contra ele, assim Eu aguento os abusos e expressões não amigáveis dos outros (Dhammapada, 320)”.
Nos anais da história, nenhum homem é relatado como tendo se consagrado tanto ao bem estar de todos os seres vivos como fez o Buddha. Desde a hora de Sua Iluminação até o final de Sua vida, Ele se esforçou incansavelmente para elevar a humanidade. Ele dormia apenas duas horas por dia. Ainda que 25 séculos tenham passado desde a morte desse grande Professor, Sua mensagem de amor e sabedoria ainda existe em sua pureza pristina. Essa mensagem ainda influencia decisivamente os destinos da humanidade. Ele foi o mais Compassivo que iluminou este mundo com boa vontade.
Após ter atingido o Nibbana, o Buddha deixou uma mensagem imortal que ainda está conosco. Atualmente somos confrontados pela terrível ameaça à paz mundial. Em nenhum momento da história do mundo Sua mensagem foi mais necessária que agora.
O Buddha nasceu para dissipar a escuridão da ignorância e mostrar ao mundo como ser livre do sofrimento e da doença, decadência e morte e todas as preocupações e misérias dos seres vivos.
De acordo com algumas crenças, um certo deus aparecerá nesse mundo, de tempos em tempos, para destruir as pessoas más e proteger as boas. O Buddha não veio a esse mundo para destruir as pessoas más, mas para mostrar a elas o caminho correto.
Na história do mundo, alguma vez já ouvimos falar de qualquer professor religioso tão repleto de tal compaixão abrangente e amor pela humanidade sofrente como foi o Buddha? Já ouvimos falar de alguns homens sábios na Grécia: Sócrates, Platão e Aristóteles e muitos outros que viveram na mesma época do Buddha. Mas eles eram apenas filósofos, grandes pensadores e buscadores da verdade; faltava-lhes qualquer amor inspirador pela multidão sofredora.
O modo do Buddha para libertar a humanidade foi ensiná-la como encontrar a completa liberdade em relação ao sofrimento físico e mental. Ele não estava interessado em aliviar alguns poucos casos de desconforto físico ou mental. Ele estava mais ocupado com o revelar um Caminho no qual todas as pessoas pudessem andar.
Tomemos todos os filósofos, psicólogos, pensadores, cientistas, racionalistas, trabalhadores sociais, reformadores e outros professores religiosos e comparemos, com uma mente sem preconceitos, sua grandeza, suas virtudes, serviços e sabedoria com as virtudes do Buddha de compaixão e Iluminação. Não é difícil entender onde o Buddha se encontra dentre todos esses grandes intelectuais.