Retiro buddhista com o Ven. Dhammadipa em Aracaju

O Venerável Dhammadipa, mestre internacional de meditação, estará pela primeira vez no Brasil entre 17 de fevereiro a 14 de março. Fluente em várias línguas e conhecido erudito do Theravada e do Buddhismo Tibetano, este monge da República Tcheca estará pela primeira vez no Brasil, nos brindando com sua presença em três cidades brasileiras: São Paulo, Aracaju e Belo Horizonte.

Programa em Aracaju/SE

  • 25 a 27 de fevereiro (sexta, sábado e domingo, com entrada na quinta à noite)Retiro “A Prática do Amor” – Nestes três dias o Venerável Dhammadipa irá explicar sobre a prática do amor (metta) no Buddhismo, relacionando-a com o conceito cristão de amor e sua ligação com outras três práticas conhecidas como “moradas divinas”: a compaixão, a alegria apreciativa e a equanimidade. O amor será apresentado como um treinamento em sabedoria emocional e base para uma vida feliz em família e na sociedade em geral.
  • - com aulas e práticas de meditação visando o bem-estar, encontro do centro harmonioso, equanimidade em relação às dificuldades da vida.
  • início a partir das 18hs do dia 24 ou se não for possível para alguém, na manhã do 25, término às 15h00 do dia 27/02 (domingo);
  • IMPORTANTE: O que levar:
    - Almofada para meditar;
    - manta para colocar abaixo da almofada
    - Higiene pessoal
    - roupa de cama
  • Participação: R$ 250,00
  • Faça sua inscrição agora!
  • Local do retiro:
    Casa São José – Povoado Rio das Pedras – Areia Branca/ SE (entrada do Junco)
    Mais informações: Rita (79) 8845 7107 ou André 9931 7245

    email: andre [arroba] comunicacaoup [ponto] com [ponto] br | nalanda [arroba] nalanda [ponto] org [ponto] br

Conheça a si mesmo e conhecerá os outros

“Conheça a sua mente e o seu corpo e você conhecerá os dos outros também. Nossa expressão facial, nosso modo de falar, nossos gestos, ações, tudo deriva do nosso estado mental. Um Buda, um ser iluminado, pode ler essas manifestações porque ele passou, com sabedoria, por essas experiências e reconhece os estados mentais que as alicerçam: como os velhos sábios que, tendo passado pela meninice, entendem o jeito das crianças.

Este autoconhecimento difere da memória. Uma pessoa idosa pode ser clara internamente e confusa com relação às coisas externas. Aprender em livros pode ser muito difícil para ela, porque esquece nomes, rostos e assim por diante. Talvez saiba muito bem que quer uma tigela mas, por falha na memória, pode em vez disso pedir um copo.

Se você constata o aparecimento e o desaparecimento desses estado mentais e não se apega a esse processo, deixando que tanto a felicidade como o sofrimento sigam o seu curso, um renascimento mental está cada vez mais próximo. Deixando que eles sigam seu curso, você pode até chegar a um estado infernal sem se perturbar muito, porque lhe conhece a transitoriedade. através da prática correta, você deixa que esse velho karma se desgaste. Sabendo como as coisas vêm e se vão, você deve deixar que elas sigam o seu rumo. É como ter duas árvores: se adubar e regar uma e não cuidar da outra, não há dúvida sobre qual vingará e qual morrerá.”

KORNFIELD, Jack & BREITER, Paul (orgs.) Uma tranquila lagoa na floresta – meditações de Achaan Chah. Trad. Cecília Casas. Ed. Pensamento, São Paulo, 9a. ed., 1999, p. 90.